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Economia de energia nas indústrias

01. December 2016

Economia de energia nas indústrias

Eficiência Energética é a solução

Entrevista com Irajá Ribeiro, Gerente de Mercado – Sustentabilidade e Eficiência Energética, para a revista Brasil Energia. Cliquei aqui para entrar em contato.

  • Quando foi feita a substituição de óleos lubrificantes convencionais por óleos lubrificantes especiais no cliente? Em qual empresa, que produz o quê? Qual unidade e em qual cidade? Quanto tempo levou a troca?

Foi realizado um projeto piloto visando saber qual o percentual de economia seria alcançado e, após o sucesso comprovado, será avaliada a viabilidade de plano de troca para os redutores de interesse na empresa, visando a redução de consumo, além dos benefícios mecânicos que o óleo sintético oferece quando comparado com óleos minerais. Este projeto piloto ocorreu entre Setembro e Dezembro de 2014 na usina Pindamonhangaba da Gerdau, multinacional brasileira que atua no setor do aço, em um redutor de torre de resfriamento. A troca de óleo neste tipo de equipamento (posição do equipamento em altura superior a 10 metros) é trabalhosa e demanda, pelo menos, 6 horas de serviço, considerando que deve ser feita nova montagem no local. A implementação deve ser gradativa; na prática, não tem como trocar todo o lubrificante de uma planta de uma só vez e este procedimento deve seguir um cronograma, pois o lubrificante deve ser substituído à medida que a vida útil do lubrificante atual nos equipamentos vão chegando ao fim.

  • Quanto foi investido? Quais óleos eram usados antes e quais óleos sintéticos foram colocados no lugar? E em quais volumes?

Seria necessário justificar o investimento adicional com um lubrificante sintético Klüber de base Poliglicol, mais caro que o óleo mineral que estava sendo empregado, pois os valores dos problemas mecânicos que ocorriam normalmente são difíceis de mensurar com exatidão.pela nossa experiência adquirida com os mais de 140 cases de eficiência energética – uma referência que usamos é que cada 1.000 litros de óleo sintético Klüber proporciona uma economia de 1.000 MWh por ano.

  • Quais equipamentos (e em qual etapa produtiva) os óleos lubrificam? Quais engrenagens são lubrificadas?

A sugestão inicial é que seja feita em redutores, além de torres de resfriamento (sistema de engrenagens que acionam hélice do fluxo de ar). Pode ser empregado em pontes rolantes e redutores de laminação e de lingotamento contínuo.

Quanto de economia de energia média a substituição proporcionou? Em kWh e percentualmente em comparação com a lubrificação anterior?

Complementando a resposta acima, esta troca de lubrificante proporcionou uma economia média de 5%, ou cerca de R$ 3.000,00 por ano em cada equipamento, considerando a redução anual de consumo de aproximadamente 20 MWh.

  • Em quanto tempo será necessário trocar os óleos e em quanto tempo se trocavam os lubrificantes anteriores?

A informação é que a troca de óleo mineral ocorria a cada 12 meses, em média. Mas o novo lubrificante sintético tem uma vida útil 5 vezes maior e, com isso, além do ganho energético anual (só o ganho energético em até um ano paga todo o investimento feito no lubrificante) o cliente tem os benefícios de redução de mão de obra (não precisa mais realizar a troca a cada 1 ano), também menos descarte de óleo usado e, principalmente. a redução de problemas mecânicos, aumentando a confiabilidade e disponibilidade do equipamento.

  • Em quanto tempo se dará o retorno sobre o investimento?

Apenas o ganho energético em até um ano paga todo o investimento feito no lubrificante.

Falando de forma geral: 

  • O uso de lubrificantes sintéticos em média economiza quanto de energia em comparação com os óleos minerais?

A economia depende muito da carga solicitada pelo equipamento. Em nosso histórico, temos casos de redução de consumo de 3% até 15%. Na média, obtivemos resultados de 6% e, para sermos conservadores, informamos aos nossos clientes que a expectativa é de 4% de redução média de consumo. Repetindo, esta performance depende muito do tipo de serviço e da carga que está sendo aplicada no equipamento. Quanto maior a carga, maiores serão os ganhos.

  • É uma solução de eficiência para quais tipos de indústrias (atividades, porte)?

Genericamente, esta solução pode ser empregada em todo tipo e porte de indústria onde exista um grande número de equipamentos como este (redutores e compressores de ar). Percebemos que, nas indústrias de bens primários (Siderurgia, Mineração, Cimento, Celulose e Papel, Petroquímica e outras), o consumo energético é significativo, pois, usualmente, nestes tipos de indústria estão instalados equipamentos de grande porte e, com isso, são as que têm os maiores potenciais de redução.

  • Os ganhos energéticos são em razão do menor atrito das peças ou há mais outros motivos?

Sim, a principal causa é (cerca de 80%) redução do atrito. Nossos lubrificantes têm coeficientes de atrito que não chegam a 50% do coeficiente de atrito de um lubrificante mineral convencional. Outros fatores são o índice de viscosidade (que mantém a presença do filme lubrificante evitando contato metal-metal e menos desgaste) e a nossa aditivação diferenciada, que asseguram a performance do lubrificante em longo prazo.

  • A partir de quais volumes se tornam viáveis? Há algum tipo de restrição de uso?

Não há um limite rígido de volume. Mas, como também prestamos o serviço de medição para comprovar os ganhos, podemos adotar como referência que, em redutores ou conjunto de equipamentos em que a soma da potência nominal instalada sejam maiores que 50 KW, os ganhos já são percebidos pela planta e justificam qualquer investimento inicial.

  • Qual o tempo médio para a substituição?

Neste tipo de solução, a implementação é de longo prazo, podendo levar cerca de 4 ou 5 anos.

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