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Superando desafios na indústria eólica

05. October 2016

Superando desafios na indústria eólica

Impactos positivos para o desenvolvimento do setor

 

 

(*) Thiago Alves é Gerente de Mercado para Energia Eólica na Klüber Lubrication. Clique aqui para entrar em contato com ele. 

 

 

 


O ano de 2015 representou um período surpreendentemente positivo para o mercado de energia eólica em todo o mundo, com a superação da capacidade instalada em mais de 63 GW pela primeira vez na história. A adição deste montante fez com que a capacidade global existente chegasse a 433 GW – um crescimento de 17% em relação a 2014, que registrou o total de 369 GW.

 

Total da capacidade global existente chegou a 433 GW em 2015. (Fonte: GWEC – Global Wind Energy Council)

Se até a pouco tempo atrás, o mercado de produção de energia eólica não tinha grande representatividade no cenário nacional, sendo responsável por apenas uma pequena parte da matriz energética do país, hoje a situação é bem diferente, já que se encontra em franco crescimento. O fato é que, muito em breve, as usinas eólicas definitivamente farão parte da base permanente do sistema de geração no Brasil.

A constante expansão prova o potencial do mercado de energia eólica

Mesmo em um ambiente macroeconômico desfavorável e sem perspectivas imediatas de mudança, a indústria de fonte de energia eólica brasileira manteve em 2015 um ritmo acelerado. No total, de acordo com a GWEC – Global Wind Energy Council, o Brasil registrou um adicional à capacidade instalada de energia eólica da ordem de 2,75 GW, com 111 novas usinas e 1.373 turbinas, fazendo com que o ano fechasse com 8,72 GW acumulados – marca 46% superior a 2014. Isto representa uma geração de energia acumulada suficiente para abastecer mais de 5 milhões de casas e um investimento de R$ 17,8 bilhões (€ 4,52 bilhões), 66% do total investido em energias renováveis em 2015.

Tais números têm sido destaque no cenário mundial, uma vez que estão contribuindo decisivamente para que o país esteja novamente em posição de destaque, entre os dez maiores mercados: é o 4º país que mais investiu em energia eólica e o 10º com a maior potência de turbina eólica instalada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Números consolidados de 2015 dão ao Brasil posição de destaque no setor de energia eólica mundial. (Fonte: GWEC – Global Wind Energy Council)

Uma das barreiras ao pleno avanço do setor está na falta de linhas de transmissão suficientes nas áreas com maior potencial para geradores eólicos. Novos leilões visando uma maior capilaridade são necessários para fortalecer o sistema, e esse passo deve ser tomado por parte do Governo em breve. Certamente, continuará representando um estímulo econômico às regiões em que estão localizadas, como a Nordeste, por exemplo.

Por um lado, esses números mostram um caminho próspero de desenvolvimento da fonte de energia eólica e representam um indicador importante para o futuro. Os ganhos para a sociedade são ainda mais amplos, e para o parque industrial, significa novas oportunidades de adaptação e elaboração de novos produtos. Por outro, o setor elétrico brasileiro apresentou em 2015, mais uma vez, preocupações em relação à crise hídrica e manteve o trajeto de baixas afluências hidrológicas. Assim, iniciou o ano acompanhando o risco de racionamento do consumo de energia elétrica com os reservatórios em seus níveis históricos mais baixos. A possível insuficiência de geração de energia para o atendimento do mercado nunca esteve tão em pauta. Mas, devido à retração no consumo de energia elétrica no Brasil – decorrente da crise econômica e do aumento tarifário – e o aumento na geração expressiva da fonte de energia eólica, nenhuma medida de racionamento foi necessária.

Com o incremento de 349 usinas e 8,72 GW de potência eólica instalada, a energia eólica fechou 2015 com uma contribuição de 6,2 % na matriz elétrica brasileira. O futuro que se apresenta é promissor, conforme podemos visualizar na figura abaixo. Além disso, de acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia 2024 elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, a expectativa é que a capacidade instalada seja expandida para 24 GW até o final de 2024, o que deve corresponder à segunda fonte mais importante da matriz elétrica (11,6%) e nos possibilita ter uma ideia mais concreta dos investimentos que se fazem necessários para que esta meta seja atingida. Para se ter uma ideia, o ano de 2015 encerrou com um montante de US$ 4,93 bilhões investidos no setor eólico.

 

 

 

 

 

 

 

 

Setor eólico foi o terceiro maior contribuinte para a capacidade instalada de energia no Brasil em 2015. (Fonte: ANEEL/ABEEólica)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capacidade instalada deve chegar a 19 GW em 2019 e 24 GW em 2024. (Fonte: ANEEL/ABEEólica)

Além disso, há outros números interessantes que podemos destacar. Em 2015, 11 milhões de residências (uma média mensal) foram abastecidas pela força das usinas eólicas - 33 milhões de habitantes, considerando-se a proporção de três habitantes em cada casa - e 10,42 milhões de toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas no período, o que equivale a uma frota de 7 milhões de automóveis.

Atuação sustentável em prol do crescimento e desenvolvimento

O cenário apresentado mostra a conquista resultante do empenho de toda a cadeia produtiva nacional. E, dentro desse contexto, a Klüber Lubrication, líder de mercado no Brasil, onde está presente há 45 anos, vem atuando e colaborando positivamente não só com o mercado de energia eólica, mas também diretamente para o crescimento do Brasil. Um exemplo disso é o desenvolvimento de óleos lubrificantes para os tipos de engrenagem especiais de alto desempenho, como os da série Klübersynth GEM 4 N.


Com melhor resistência ao envelhecimento, os lubrificantes possuem menor atrito, permitindo longos intervalos de troca e menos tempo de energia. A vida útil mais longa permite aos OEMs uma maior confiança em seus equipamentos e, para os operadores, representa maior eficiência e menores intervenções e custos operacionais. A possibilidade de fabricação no Brasil atende a todos os requisitos técnicos de fabricantes de engrenagens, rolamentos e de turbinas eólicas, apenas para citar exemplos.

E por que é preciso demonstrar, por parte dos players, essa preocupação constante com os impactos no mercado e suas especificações? Os tempos são favoráveis, entretanto, é preciso alguns cuidados. Estamos falando de uma indústria extremamente delicada e ainda em formação. De modo geral, as turbinas eólicas são intencionalmente posicionadas em locais que apresentam condições extremas. Isso exige um funcionamento muito melhor dos mancais e engrenagens e seus lubrificantes industriais. Por este motivo, os melhores lubrificantes de alta performance se fazem necessários, visto que proporcionam um desempenho confiável durante a vida de serviço em uma ampla faixa de temperaturas, bem como na resistência a altas cargas.

 

Os operadores de usinas eólicas necessitam de tipos de lubrificantes especiais que apresentem um desempenho confiável, protejam os componentes e aumentem os intervalos de manutenção. Esta é uma tarefa árdua, realizada em longos intervalos, o que torna a operação isenta de falhas uma missão desafiadora. Portanto, escolher o tipo de lubrificante ideal para uma turbina eólica pode ser um grande desafio. Tal decisão demanda uma visão clara das condições operacionais globais, incluindo a distribuição local do vento e o modo de operação, além de todos os requisitos técnicos inerentes à situação.

 

Na qualidade de especialistas em lubrificantes industriais especializados, a Klüber Lubrication possui uma equipe global com atuação direta no segmento de fontes de energia eólica, colaborando ativamente com os fabricantes de equipamentos originais dos principais componentes de turbinas eólicas do mercado, visando ampliar os limites técnicos e de desempenho. Seu portfólio completo atende às principais demandas e necessidades de empresas que atuam no setor e apresenta resultados mensuráveis de desempenho e economia de custo.

Preservar a qualidade de vida, a segurança e a saúde dos envolvidos em toda a cadeia nacional é função primordial daqueles que estão presentes e contribuem para o setor. Garantir o desenvolvimento sustentável utilizando todos os recursos possíveis, tecnologias e pessoas é, e deve ser sempre, um compromisso.

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