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Lubrificantes Biodegradáveis

17. August 2015

Lubrificantes Biodegradáveis

Indústria naval exige lubrificantes especiais de alto desempenho e amigáveis ao meio ambiente.

(*) Por Artur Gomes Cavalheiro

Os acidentes ambientais que ocorreram nos últimos anos fizeram com que autoridades de todo o mundo tomassem medidas mais rígidas para evitar danos ao meio ambiente. As exigências têm crescido em todos os elos da cadeia produtiva da indústria naval. E, no Brasil, este tema chama a atenção à medida que se percebe um desenvolvimento mais acentuado, sobretudo em razão das descobertas recentes de campos de petróleo na camada do pré-sal, um fator que contribuiu para elevar a frota brasileira de supply vessels em 72% entre os anos de 2009 e 2012, por exemplo.

No caso do setor naval dos EUA, houve a adequação às exigências da nova lei Vessel General Permit (VGP), que entrou em vigor em dezembro de 2013. Uma das questões desta lei é que as aplicações de embarcações que porventura possam vir a ter contato direto com a água devem utilizar lubrificantes especiais que atendam aos requisitos de biodegradabilidade, toxicidade e bioacumulação. Para minimizar um possível impacto ambiental dos óleos lubrificantes utilizados naquelas aplicações, eles devem ter 60% de degradação em 28 dias, conforme exigência da norma OECD 301 B; vale registrar que essa legislação contempla não somente a questão do lubrificante ser rapidamente biodegradável, mas amplia esse escopo na medida em que adiciona as exigências de toxicidade e bioacumulação. Poucas são as empresas de lubrificantes em operação atualmente capazes de oferecer tais produtos.

Na Europa, as indústrias do setor vivem situação semelhante. Por meio do selo Eco-Label, assim como os consumidores, as indústrias também têm a possibilidade de identificar produtos que não agridem o meio ambiente.

E no Brasil? Por aqui, em razão do desenvolvimento do setor e do aumento do tráfego naval, as indústrias já estão se alinhando às rígidas exigências dos mercados europeu e norte-americano ao buscarem alternativas rapidamente biodegradáveis e atóxicas para diversas aplicações. No caso dos lubrificantes, percebe-se que isso ocorre principalmente para aplicações como thrusters, propellers e stern tube que são, respectivamente, propulsores, hélices e o tubo conector entre o motor do navio e as hélices que dão movimento à embarcação. Nestas aplicações, há contato direto com a água e os problemas mais frequentes são vazamentos de óleo lubrificante para a água, que pode gerar dano ambiental, e a entrada de água nos equipamentos, que pode ocasionar paradas não programadas. No caso de embarcações que dão apoio à exploração de petróleo, a Petrobras, por exemplo, é famosa pela rigidez com as empresas que administram estes navios e, em muitos casos, os contratos permitem que não efetue o pagamento das diárias em que a operação estiver parada, gerando grande prejuízo, pois, para se ter uma ideia, dependendo da embarcação, o aluguel diário pode chegar a centenas de milhares de dólares.

Lubrificantes biodegradáveis melhoram o desempenho dos equipamentos
Apesar das exigências ambientais, vale frisar que os lubrificantes biodegradáveis foram desenvolvidos para oferecerem maior desempenho aos equipamentos do que os óleos minerais. No caso dos thrusters, por exemplo, a biodegradabilidade é essencial à medida que é possível ocorrer um vazamento de óleo lubrificante para a água e, ao mesmo tempo, pode ocorrer entrada de água no equipamento, contaminando o óleo lubrificante e afetando o seu desempenho. Nessa aplicação, recomenda-se adotar formulações 100% sintéticas à base de éster, com alto desempenho e maior tolerância à água, preservando os elementos da máquina e, em casos de eventuais vazamentos, a embarcação ficará resguardada com respeito ao impacto no meio ambiente.

No caso do mercado naval brasileiro, em particular, é importante ressaltar que o crescimento do transporte marítimo acarreta maior número de vazamentos ocasionados em razão dos desgastes naturais dos equipamentos, erros de operação ou até pequenos acidentes, o que representa uma ameaça constante ao meio ambiente. Por isso, além das exigências das normas e regulamentações, é necessária a conscientização de todos os elos desta cadeia produtiva, tanto das embarcações como dos próprios fabricantes de óleos lubrificantes, que devem estar atentos ao desenvolvimento de soluções de alto desempenho e amigáveis ao meio ambiente.

Nos navios, um propulsor novo pode derramar cinco litros de óleos no oceano; os antigos podem derramar ainda mais. Diante deste cenário de demanda crescente por soluções de lubrificação mais amigáveis ao meio ambiente, os fabricantes de óleos lubrificantes especiais devem oferecer produtos biodegradáveis e atóxicos para diversas aplicações, como é o caso da Klüber Lubrication, que dispõe de um vasto portfólio: Klüberbio EG 2 (viscosidades 100 e 150 cSt, para propulsores), Klüberbio RM 2 (viscosidades 100 e 150 cSt, para stern tube), Klüberbio LR 9 (viscosidades 32, 46 e 68 cSt, para sistema hidráulico), Klüberbio LG 39-700, Klüberbio M 72-82 e Klübersynth GEM 2 (viscosidades 220 e 320, para redutores).

Para oferecer lubrificantes de alto desempenho para o mercado naval, porém, o desenvolvimento deve ser feito em conjunto com fabricantes de retentores e soluções de vedação com reconhecimento internacional. No caso da Klüber Lubrication, muitos dos produtos para este segmento são desenvolvidos em aliança com empresas afiliadas, como a Simrit e a Merkel Freudenberg Fluidtechnik, líderes mundiais em retentores para eixos e retentores perfilados para a indústria naval. Como estas duas empresas também pertencem ao Grupo Freudenberg, assim como a Klüber Lubrication, elas encontram-se em posição diferenciada para combinar elastômeros e óleos lubrificantes que satisfaçam as mais rígidas exigências dos fabricantes de hélices e dos armadores.

(*) Artur Gomes Cavalheiro é gerente de mercado da Klüber Lubrication, formado em Engenharia pela Universidade Estadual de Campinas (SP) e com MBA em Marketing pela HSM.

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