Na indústria química, muitos componentes operam sob condições que podem afetar diretamente seu desempenho e sua vida útil. A presença de substâncias corrosivas, solventes, gases, vapores, umidade, partículas contaminantes e oscilações de temperatura impõe exigências adicionais a rolamentos, bombas, redutores, válvulas, compressores e sistemas auxiliares.
Nessas condições, tanto os componentes quanto o desempenho do lubrificante podem ser afetados.
A lubrificação depende da formação e da manutenção de uma película adequada entre as superfícies em movimento. Quando o produto utilizado não apresenta características compatíveis com o processo, podem ocorrer alterações de viscosidade, consistência, estabilidade ou capacidade de proteção.
Essas alterações podem contribuir para o aumento do atrito, desgaste prematuro, corrosão, formação de depósitos, endurecimento ou amolecimento da graxa e necessidade de relubrificações mais frequentes. Em aplicações críticas, esses efeitos também podem comprometer a previsibilidade da manutenção e a disponibilidade operacional.
Por esse motivo, a seleção de um lubrificante para a indústria química deve considerar um conjunto amplo de variáveis. Além da temperatura de operação e do tipo de componente, é necessário avaliar os agentes presentes, a concentração das substâncias, o tempo de exposição, os ciclos térmicos, os materiais construtivos e as possíveis fontes de contaminação.