Na siderurgia, muitos componentes trabalham continuamente sob condições que exigem atenção especial da manutenção. Altas temperaturas podem se combinar com cargas elevadas, movimentos lentos, choques, presença de água, vapor, partículas de carepa, que correspondem à camada de óxidos formada sobre o aço em altas temperaturas, e outros contaminantes presentes no ambiente industrial.
Em diferentes etapas da produção siderúrgica, especialmente onde temperatura, carga e contaminação se combinam, a lubrificação assume um papel relevante na confiabilidade dos equipamentos.
Rolamentos, mancais, correntes e engrenagens, por exemplo, apresentam necessidades distintas. Em rolamentos submetidos a cargas elevadas e baixas velocidades, é importante manter condições de lubrificação compatíveis com o contato entre as superfícies. Em correntes, o lubrificante precisa alcançar os pontos de atrito e atuar mesmo diante da exposição térmica. Nas engrenagens, características como viscosidade, capacidade de carga e proteção contra desgaste precisam estar alinhadas às condições reais de operação.
Por isso, considerar apenas a temperatura máxima suportada por um lubrificante não é suficiente. A seleção também deve levar em conta fatores como carga, velocidade, ambiente, método de aplicação, frequência de relubrificação e características construtivas do equipamento.